( do livro DE MALA AVIADA - Com a aventura na alma e a poesia no coração) S. Tomé e Principe 5 O navio lançou ferro ao largo. Não havia maneira de nos aproximarmos da costa. Uns barquitos pequenos nos transportaram até ao cais, não mais que uma pequena plataforma, penso que, em madeira. Não foi fácil encarar aquela travessia mas o que se nos deparou compensou o desconforto e o medo. A ilha era um autêntico paraíso. Depois de visitarmos várias roças de café, cacau e palmares ficámos convictos de que seriam ali as nossas próximas férias, de licença graciosa. Que maravilha! Como se vivia bem naquele rincão! Quando porém trinta anos mais tarde nos convidaram para irmos a S. Tomé à inauguração do empreendimento turístico do Ilhéu das Rolas que curiosamente foi desenhado por meu filho, num gabinete de arquitectura, em Portugal, não imaginávamos o desgosto e o desanimo que nos esperava ao ver S. Tomé totalmente deitada ao a...
Mensagens
- Obter link
- X
- Outras aplicações
12 Suíça Ao entrar na Suíça, o Túnel de S. Gotardo deixou-nos sem fôlego. Os Alpes encantaram-nos, coroados que estavam de neve. Os lagos, que maravilha! As casas tão bonitas! As aldeias, as cidades, tudo tão ordenado, tão florido, tão limpinho! O enorme repuxo, no lago de Genebra, então uma novidade. As esplanadas todas cercadas de flores, deixaram-nos deliciados. Os relógios, comprei quatro; um para cada uma das minhas filhas com o mostrador ilustrado, com um bonequinho que saltava a cada segundo. O meu, um anel com uma tampinha muito bem ornada de pedrinhas, era um espanto! Os chocolates, hum!... Comprei um saco cheio. Comi pela primeira vez chantilly, que delícia! Genève, Lausanne, Berna, os Alpes, a arquitectura das casas e o arranjo à sua volta, todas muito pintadinhas e floridas, tanto nas aldeias como nas cidades; era tudo aquilo que vira nos calendários, nos postais ilustrados e muito, muito mais. (do livro "DE MALA AVIADA") AIDA VIE...
- Obter link
- X
- Outras aplicações
(do Livro "DE MALA AVIADA") 3 Moçambique Ainda antes de terminar o primeiro ano da minha estada em Angola, parti de Luanda, com meu marido e minha filha de dois meses, num avião da Força Aérea Portuguesa, rumo a Lourenço Marques para aí festejarmos, junto com minha Irmã e Cunhado, no distinto Hotel Polana, o comum primeiro aniversário de nossos casamentos. Ficámos encantados com a capital, de Moçambique, hoje Maputo. Além da cidade visitámos a Matola e a Namaacha, a Sintra lá do sítio, belíssima. De Lourenço Marques para Inhambane, atravessámos o rio Limpopo numa jangada onde seguiam pessoas, animais e veículos, puxada ao longo de um entrançado de cordas, presas de um a outro lado das margens do rio, por um número considerável de homens negros, que entoavam um canto cadenciado que lhes dava força e marcava o ritmo. Pude ver (in loco) a célebre linha de caminho de ferro, de Inhambane a Inhanrime, cujo nome havia decorado na quarta classe, e estivemos no Xa...