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A mostrar mensagens de junho, 2026
  Num dia tórrido (ou tórrida estupidez) As árvores, falando felizes umas com as outras, diziam: - Vejam como hoje nos olham de modo diferente, até parecem gostar de nós. Aproximam-se, param, inspiram, expiram exclamações de prazer. Olham-nos com carinho, admiração, alívio. Lemos-lhes nos olhos regozijo, satisfação, bem-estar. Suspiram e param a contemplar-nos, complacência de quem está arrependido, ou, em consciência, prestes a arrepender-se. O deleite ressalta em seus gestos. Parecem rogar-nos que estendamos nossos braços, ao longo do seu caminho. Parecem suplicar que os acolhamos sob nossa proteção. Parecem implorar que prolonguemos nossa sombra indefinidamente. Os espaços aonde ela não chega, apressam-se a percorrê-los. Em zona protegida, ao entrarem, seus passos abrandam, prelibando-a. Seus suspiros de alívio que escutamos ("Que bom! Que bom!") Em doce partilha os comungamos. Estranhos seres estes (Que dúbia conduta ostentam!) que ainda há pouco tempo gritavam: o sol, a ...