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Prendas de Natal PRENDAS DE NATAL        Naquele ano a consoada era, como habitualmente, em casa da Avó Matilde e do Avô João, tinha porém uma particularidade, pois toda a família estava reunida: os seus quatro filhos, genros, noras e os seis netos. Era uma casa cheia.             Quanta alegria! Quanta azáfama!             A sala já quase não chegava para albergar a todos, mas, com jeito, lá se acomodaram à roda da grande mesa.             Na cozinha o bacalhau fumegava, os fritos rescendiam a canela, um misto de aromas espalhava-se por toda a casa misturado com o chocalhar dos risos das crianças, os cantos natalícios e o piscar das luzinhas. Sobre o aparador, o presépio com apenas quatro figuras: o Anjo, S. José. Nª. Senhora e o Menino. Para os pastores e os reis magos não ...
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Lista de Obras publicadas por Aida Viegas 1992 1994 1996 2005 1999 2010 2011 2009                                                                                 2014
A BELEZA DE DEUS NO BERÇO Beleza é algo que nos atrai, encanta, deslumbra. Deus é alguém que nos transcende, embora se acolha no mais íntimo do nosso ser e daí nos apele irresistivelmente, por mais que alguns homens tentem negar a Sua existência. Berço é carinho, ternura, inocência, promessa, natividade. Desperta em nós sentimentos nobres. Deus no Berço, belo? Com Deus é bela até uma noite de breu. Ele é a beleza suprema, porque seu Criador. Quem cria beleza, só pode ser belo. Beleza não tem de ser perfeição física, é muito mais que isso é algo que nos encanta. Um Deus feito menino, sem berço, deitado numas simples palhas, envolvido em singelos panos, ultrapassa todos os valores que nos regem. Leva-nos a um acto de reflexão profunda. O Rei do Universo configurado na criatura mais débil, um recém-nascido, é a imagem mais pura, bela, terna e transcendente! É Natal! Com toda a magia e significado de Amor Infinito que esta palavra encerra. Tal como Deus Menino, há tant...
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                                                                                                  As Laranjas do Vizinho                                                             As Laranjas do Vizinho       Quando eu era novo costumava de vez em quando saltar os muros e ir apanhar umas laranjitas nos quintais dos vizinhos. Um dia fui com uma malta, entrámos lá num quintal, que tinha laranjas, e andávamos muito bem a apanhar nelas, quando entretanto apareceu o dono e começou a ralhar: ─ Há meus malandros! Meus marotos! A malta desatou a fugir....
JÁ TUDO É HISTÓRIA A primitiva capela de Santo António Tal como de alguns lugares do deserto se fizeram oásis, também aqui, das dunas quase sem vegetação, se fizeram campos férteis... O moliço foi escasseando de tal forma que deixou gradualmente de ser usado. Dizem que a poluição terminou com ele. ... lembram-se alguns petizes de então, hoje homens de cabelos e barba branqueados pelo passar dos anos, de como mudava, com a época do ano e com o tempo que fazia, a estrutura das longas dunas, onde eles felizes se rebolavam... A única fonte de calor em casa era a lareira. À sua volta, a família se reunia nos serões de Inverno, conversando, rezando, contando histórias... remendando a roupa, fazendo as rasgadelas, cortando batatas, debulhando o milho... “ escapadelas” ! Eram as vulgares desfolhadas, trabalho rodeado de muita alegria e até de uma certa magia trazida pelos embuçados, rapazes tapados com mantas ou lençóis...terminavam com um copito de aguardente.....
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1 de Novembro de 2018 Dia de todos Os Santos Imagens de alguns Santos que encontrei no meu caminho ao longo dos tempos Minho São Tomé Vagos Santo António Vietname Santo Amaro Malhapão Rico Santa Cristina Douro
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Em memória de uma amiga que nos deixou há poucos dias e da qual temos muitas saudades e guardamos belas memórias. Entre elas esta história que registámos no livro "HISTÓRIAS DE BOLSO DAS GENTES DE AVEIRO" As Favas              O meu pai era médico em Lisboa, casado em segundas núpcias, e eu era filha do primeiro casamento. Ele, só esteve casado, quinze meses e passados dois ou três anos, de estar sozinho, casou novamente. Tenho duas irmãs do segundo casamento do meu pai. A minha madrasta era Açoriana, e é, porque ela ainda é viva, tem agora noventa e quatro anos. Foi sempre uma pessoa muito exigente. O meu pai que estava farto de viver em Lisboa quis ir viver para fora, e fomos morar para a linha do Estoril. Comprou lá um terreno no alto de Caxias, e um belo Domingo… nós às vezes só víamos o meu pai ao Domingo mesmo. Um belo Domingo, ele disse: ─ Meninas, hoje vamos ver o terreno, que o pai vai comprar. Bom, e ...