A Todos desejo uma Santa e Feliz Páscoa
Mensagens
- Obter link
- X
- Outras aplicações
As Andorinhas do Meu Telheiro Mal o tempo começa a aquecer, ei-las que aparecem. Vêm animadíssimas, todas satisfeitas, fazem-nos uma festa tal, que é um encanto ver! É a Primavera que chega trazendo de regresso as andorinhas a nossa casa. Nesses dias, dá-nos a sensação de que elas estão ali à espera de nós abrirmos o portão, e logo que isso acontece, começam a voltear por cima da nossa cabeça, esvoaçando baixinho, passando rentinho a nós, rodopiando num chilreio constante, uma e outra vez, como a saudarem-nos num cumprimento afectuoso e com uma alegria extraordinária. Durante aqueles primeiros dias elas não param de nos rodear, como a cumprimentarem-nos cheias de alegria, e eu tenho de confessar que esse espectáculo me encanta de tal maneira, que pode dizer-se que estou sempre ansioso pela sua chegada, tendo sempre a sensação que é recíproco o contentamento do reencontro a cada ano que passa. A felicidade que sentimos ao recebê-las, e sermos alvo de toda aquela demonstração de carinho ...
- Obter link
- X
- Outras aplicações
A ANDORINHA DA SÉ Era Domingo, dia de Baptismos, dia da Mãe e dia da primeira comunhão na Sé de Aveiro. Cento e vinte crianças receberam pela primeira vez a Hóstia Consagrada. Mês de Maio, dia bonito para uma andorinha vir visitar a Igreja Catedral. De certo não era apenas a curiosidade que a movia, embora não esteja fora de questão o facto de ela pretender saber como os cristãos louvam o seu Deus num dia tão especial. Cremos porém, que para além da curiosidade ela entrara porque era portadora de uma mensagem não só para as crianças mas também para todos os crentes. Não era a primeira vez que víamos um passarinho entrar na igreja e por ali se demorar alguns momentos. Quando chegámos por volta das onze e quarenta, para a missa do meio-dia deparámos com a avezita voando aflita, num rodopio, de um extremo ao outro das naves laterais, depois inflectindo sobre a nave central, virando, revirando em voltas e reviravoltas exaustivas e infrutíferas, jogava-se desastradamente contra as vidraças ...
- Obter link
- X
- Outras aplicações
O Valor do Silêncio Silêncio? O que é o silêncio? A ausência de ruídos? Óptimo! A ausência de sons? Impossível. O afastarmo-nos do bulício, para darmos repouso ao corpo e ao espírito? Magnífico! O abstermo-nos da confusão que grassa à nossa volta para nos encontrarmos connosco próprios, ou connosco e Deus? Maravilhoso! Todo o ser necessita de ter, em seu redor, paz e tranquilidade. Poderá estar envolvido pelos sons: da natureza, do mar, da montanha, do campo, da floresta, de uma música suave, da casa, talvez até da rua, não sendo esta demasiado movimentada, de uma voz amiga, do riso de uma criança… Silêncio? Saber ouvir? Que bom! Silêncio? Calar em dados momentos? Sábio. Silenciar injustiças: abusos, crimes, por vergonha, por cobardia, por falta de coragem? Errado. Silêncio amordaçado? Horror. As palavras são um mundo e por vezes traiçoeiras. Aida Viegas
- Obter link
- X
- Outras aplicações
UMA MULHER - UM EXEMPLO MADRE TERESA DE CALCUTÁ Viveste, Irmã de Cristo, Mãe dos pobres Sem faustos, sem honras e sem ruídos; Não entre ricos, poderosos, nobres Mas junto dos doentes, desvalidos. Como viveste humilde e decidida Assim também, agora foste embora. Mansa, serena chegou tua hora Esta hora saudosa da partida. Lição de valentia, assaz serena Ficar-nos-á p’ra sempre na lembrança Mais forte do que a pena é a esperança Doce bonança entre a dor terrena. Viveste amando todos, sem cessar Nunca escolhendo o alvo desse amor. Em cada pobre que ias ajudar Amavas sem reservas o Senhor. Choro-te? Oh! quem sou p’ra te chorar?... Hei-de alegrar-me! Vais pró Paraíso! No Além, com os Anjos a cantar Espera por mim no dia do Juízo. Aida Viegas (in O Tempo das Delícias)